Que jogos fazer numa festa de aniversário em casa
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A versão curta
- Uma festa em casa não precisa de doze jogos. Precisa de dois ou três, bem colocados na noite.
- Os primeiros vinte minutos pedem um jogo que se joga em pé, sem equipas e sem regras a explicar.
- A meio da noite, quando toda a gente já chegou, é a altura do único jogo em que a sala inteira joga ao mesmo tempo. É esse que as pessoas vão lembrar.
- Jogos com equipas fixas excluem quem chega tarde. Jogos com música incluem toda a gente, incluindo quem não se conhece.
- O erro mais comum não é escolher o jogo errado: é começar tarde demais, quando metade das pessoas já está sentada em conversas fechadas.
Quantos jogos precisas mesmo numa festa?
Menos do que a internet sugere. As listas de cinquenta jogos existem para serem partilhadas, não para serem usadas.
Numa festa de aniversário em casa com vinte pessoas, o que acontece na prática é isto: um jogo curto no início, enquanto vai chegando gente; um jogo grande a meio, quando estão todos; e talvez uma coisa solta no fim, para quem ainda fica. Três momentos. Tudo o resto é conversa, comida e música, que é o que as pessoas foram lá fazer.
Preparar mais do que isso costuma dar o resultado contrário. O anfitrião passa a noite a tentar iniciar atividades e ninguém entra em nenhuma.
Que jogos funcionam nos primeiros vinte minutos?
Nesta fase falta gente, ninguém quer ser o primeiro a fazer figura triste e as pessoas ainda estão a decidir com quem vão falar. O jogo certo aqui é curto, jogado em pé, sem equipas e explicável em duas frases.
Quem sou eu. Um post-it na testa de cada pessoa com um nome: figura pública, personagem, alguém do grupo. Cada um descobre o seu fazendo perguntas de sim ou não. Funciona a partir de seis pessoas e não tem fim definido, o que é exatamente o que se quer enquanto ainda estão a chegar.
Duas verdades e uma mentira. Cada pessoa diz três coisas sobre si; os outros adivinham qual é a falsa. Custo zero, e tem a vantagem lateral de as pessoas ficarem a saber alguma coisa umas das outras.
Nunca eu. Toda a gente levanta cinco dedos, alguém diz uma coisa que nunca fez, quem já fez baixa um dedo. Cuidado com o grupo: com colegas de trabalho e sogros na mesma sala, isto descarrila depressa.
Adivinha a música em cinco segundos. Alguém no telemóvel, cinco segundos de cada música, quem acerta primeiro ganha. Não precisa de material nenhum e prepara o terreno para o jogo grande, se o jogo grande for musical.
Qual é o jogo em que a sala inteira joga ao mesmo tempo?
Este é o único que realmente muda a noite, e há poucos que o conseguem. A maioria dos jogos de festa é sequencial: joga um de cada vez e os outros veem. Com vinte pessoas, isso significa dezanove pessoas paradas.
O que faz um jogo escalar para uma sala cheia é toda a gente ter uma coisa na mão e todas as jogadas acontecerem em simultâneo.
Bingo musical. Cada pessoa tem um cartão com nomes de músicas em vez de números. As músicas vão tocando, cada um marca as que tem, quem completa uma linha grita "Linha!" e quem completa o cartão grita "Bingo!". Toda a gente joga ao mesmo tempo, ninguém precisa de saber nada de música, e as pessoas cantam por cima sem se aperceberem. Aguenta de oito a cinquenta pessoas sem mudar nada. Só é preciso imprimir mais cartões.
Quiz por equipas. Funciona bem, mas obriga a formar equipas, o que exclui quem chega a meio e obriga alguém a fazer de apresentador a noite toda.
Charadas em equipas grandes. Barato e sempre eficaz, mas depende muito de haver duas ou três pessoas desinibidas. Num grupo tímido, morre nos primeiros dois minutos.
Que jogos aguentam a parte da noite em que já se bebeu?
Depois de certa hora, as regras complicadas deixam de funcionar. O que sobrevive é o que se joga sentado, em roda, sem contar pontos.
Cadeira quente. Uma pessoa senta-se e responde a tudo o que lhe perguntarem durante dois minutos. Mímica de filmes. Sem equipas, sem pontuação: só uma pessoa de cada vez e a sala a gritar. Karaoke sem máquina. Um vídeo de karaoke na TV, telemóvel a servir de microfone. Não é preciso equipamento. Continuar a música. Alguém canta duas linhas e para; a pessoa seguinte tem de continuar. Simples e barulhento, que é o objetivo.
Que jogos funcionam com crianças e adultos na mesma sala?
Este é o cenário mais difícil, e é o mais comum em aniversários de família. Os miúdos aborrecem-se com o que os adultos acham engraçado, e os adultos não vão jogar às escondidas.
O que funciona são jogos em que a criança pode ganhar por sorte e não por conhecimento. Bingo, em qualquer versão, é o exemplo óbvio: uma criança de oito anos e um avô de oitenta têm exatamente a mesma probabilidade de completar o cartão primeiro. Jogos de desenho também funcionam, porque desenhar mal é engraçado em qualquer idade. Jogos de cultura geral não funcionam: separam a sala em dois grupos, e um deles perde sempre.
O que costuma correr mal?
Começar tarde. Passada uma hora e meia, as conversas já estão formadas e é preciso interromper pessoas para começar seja o que for. Comecem enquanto ainda há gente de pé.
Explicar demasiado. Se as regras demoram mais de trinta segundos, metade da sala já desligou. Comecem a jogar e expliquem a jogar.
Obrigar. Há sempre duas ou três pessoas que não querem jogar. Deixem-nas ficar. Costumam entrar sozinhas na segunda ronda.
Um jogo só para vinte pessoas. Se o jogo é sequencial, não é para vinte pessoas. É para seis. Com vinte, escolham o que se joga em simultâneo.
Não ter prémios. Não precisam de ser bons: uma garrafa, um chocolate, uma coisa ridícula. O prémio não é a recompensa, é o sinal de que aquilo era a sério.
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Qual é o melhor jogo para uma festa de aniversário com muita gente?
Um em que todos joguem ao mesmo tempo. Com mais de quinze pessoas, qualquer jogo em que se joga à vez deixa a maioria da sala parada. Bingo musical, quizzes com todos a responder por escrito, e jogos de desenho em simultâneo são os formatos que escalam.
Quanto tempo deve durar um jogo numa festa?
O jogo de abertura, dez a quinze minutos. O jogo grande do meio da noite, trinta a quarenta e cinco minutos, incluindo as pausas para as pessoas irem buscar bebida. Passado isso, é melhor acabar com as pessoas a quererem mais uma ronda do que arrastar.
Preciso de comprar alguma coisa para animar uma festa em casa?
Não. A maior parte dos jogos desta lista precisa de post-its, um telemóvel ou nada. Comprar alguma coisa resolve outro problema: o de não ter tempo nem vontade de preparar. É essa a diferença entre fazer os cartões à mão e ter um pack pronto.
Que jogos evitar num aniversário com colegas de trabalho?
Tudo o que force confissões. "Nunca eu", verdade ou consequência e cadeira quente são ótimos entre amigos próximos e um problema com colegas ou família alargada. Fica-se pelos jogos de conhecimento, música ou sorte.
Como se anima uma festa sem contratar um animador?
Escolhendo um jogo que não precise de alguém a apresentar. Um animador profissional resolve o problema de manter vinte pessoas atentas ao mesmo tempo; um jogo em que cada pessoa tem um cartão na mão resolve o mesmo problema sem ninguém ao microfone.
Fontes
- Bingo, regras e variantes do jogo tradicional. https://pt.wikipedia.org/wiki/Bingo
- Bingo Music Portugal, Bingo Musical pronto a jogar, o pack digital referido acima. https://bingomusic.pt/bingo-musical-pronto-a-jogar
- Playlist com o tipo de músicas que funciona em sala cheia, para quem quiser montar a sua. https://open.spotify.com/playlist/2Xh3Hr31JjP2y1eehw6njp
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