Que atividades fazer na festa de Natal da empresa

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A versão curta

  • O jantar de Natal da empresa tem uma restrição que uma festa entre amigos não tem: as pessoas continuam a trabalhar juntas na segunda-feira.
  • Isso exclui tudo o que force confissões, exposição física ou competição entre departamentos com prémio a sério.
  • O que funciona é o que nivela: jogos onde o estagiário pode ganhar ao diretor por sorte, não por conhecimento nem por à-vontade.
  • À mesa, num restaurante, só funcionam atividades que não obriguem a levantar. Escolham antes de reservar, não depois.
  • Uma atividade a meio do jantar vale mais do que três no fim, quando metade da equipa já se foi embora.

Porque é que a festa de Natal da empresa é um caso à parte?

Porque a assimetria de poder não desaparece à porta do restaurante.

Numa festa entre amigos, uma pessoa que se recusa a jogar está só a recusar. Num jantar de empresa, se quem propõe o jogo é o chefe, recusar tem um custo, e participar deixa de ser voluntário. É essa a diferença que faz com que atividades perfeitamente boas em privado sejam más aqui.

Daí a regra que resolve quase tudo: escolham uma atividade em que se possa participar sem se expor, e em que não participar não seja visível.

Que atividades funcionam à mesa, num restaurante?

A maioria dos jantares de Natal de empresa acontece sentada, num espaço alugado, com serviço a decorrer. Isso exclui tudo o que precise de espaço livre.

Bingo musical. Cada pessoa tem um cartão com nomes de músicas; as músicas vão tocando e cada um marca as que tem. Joga-se sentado, com uma coisa só na mão, e toda a gente joga ao mesmo tempo. Não exige conhecimento musical, porque as músicas aparecem identificadas, o que significa que o estagiário de vinte e dois anos e o diretor financeiro de cinquenta e cinco estão exatamente em pé de igualdade. É a atividade desta lista que melhor sobrevive a uma sala com hierarquia.

Quiz sobre a empresa. Perguntas sobre a história da empresa, sobre projetos do ano, sobre factos inofensivos das pessoas. Funciona bem se as perguntas forem preparadas por alguém com bom senso. Responder por escrito, em simultâneo, evita que sejam sempre os mesmos três a falar.

Adivinhar quem é quem. Cada pessoa envia antes uma foto de infância ou um facto pouco conhecido; à mesa adivinha-se de quem é. Barato, sem exposição, e costuma render histórias.

Amigo secreto com regras claras. Continua a funcionar. O que estraga é o limite de valor não estar definido: alguém traz uma prenda de cinco euros e outra pessoa traz uma de cinquenta.

E se houver espaço a sério?

Se a empresa alugou um espaço com sala livre, abrem-se outras opções, com mais custo de preparação.

Peddy-paper ou escape room. Equipas de cinco a oito pessoas, tarefas em paralelo. Bom para misturar departamentos, desde que as equipas sejam sorteadas e não escolhidas.

Workshop de cozinha ou cocktails. Funciona porque toda a gente tem uma coisa nas mãos e ninguém está a ser observado. Caro, e obriga a marcar com semanas de antecedência.

Concurso de camisolas de Natal. Baixo custo, alta adesão, e tem a vantagem de a participação começar antes da festa. O risco é o de sempre: quem não quer participar fica visível.

O que é melhor evitar?

Karaoke obrigatório. Karaoke voluntário no fim da noite é ótimo. Karaoke com lista de inscrição passada à mesa é outra coisa.

Jogos de confissões. "Nunca eu", verdade ou consequência, perguntas pessoais. Entre amigos são o melhor da noite; entre colegas produzem informação que ninguém queria dar e que fica.

Competição entre departamentos com prémio a sério. Rivalidades reais não desaparecem porque é Natal. Um prémio simbólico é divertido; um prémio com valor transforma o jogo numa discussão.

Atividades que dependem de língua ou de cultura geral. Numa equipa com pessoas de vários países ou de várias gerações, um quiz de cultura geral portuguesa dos anos 80 exclui metade da sala sem que ninguém diga nada.

Deixar tudo para o fim. A partir de certa hora, uma parte da equipa já saiu e a outra já não está em condições. A atividade principal deve começar depois do prato principal e antes da sobremesa.

Quanto tempo deve durar?

Trinta a quarenta e cinco minutos para a atividade principal. É o suficiente para haver um vencedor e para as pessoas se envolverem, e curto o suficiente para não interromper o jantar.

Se houver duas atividades, a segunda deve ser opcional e no fim: quem quiser fica, quem quiser vai conversar.

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Perguntas

Qual é a melhor atividade para um jantar de Natal com 40 pessoas?

Uma em que todos joguem ao mesmo tempo e sentados. Com quarenta pessoas num restaurante, qualquer atividade em que se joga à vez deixa a maioria da sala a olhar para o telemóvel. Bingo musical e quizzes com resposta escrita em simultâneo são os dois formatos que aguentam esse número sem alterações.

Como se anima uma festa de empresa sem contratar uma empresa de team building?

Escolhendo um formato que corra sozinho. O que uma empresa de animação vende é sobretudo a pessoa que conduz a atividade. Um jogo que passa num ecrã e em que cada pessoa tem um cartão dispensa esse papel: alguém da equipa carrega no play e joga também.

E se a equipa for tímida?

Escolham atividades sem exposição individual: nada de falar para a sala, nada de atuar. Marcar um cartão, escrever uma resposta ou desenhar são coisas que uma pessoa tímida faz sem custo. Karaoke, mímica e improviso não.

Precisamos de prémios?

Prémios pequenos e vários. Numa equipa, um prémio grande cria uma discussão sobre justiça que não vale a pena. Três prémios simbólicos ao longo da noite mantêm mais gente interessada e não deixam ninguém a sentir-se mal.

Dá para fazer isto num escritório em vez de um restaurante?

Dá, e sai muito mais barato. O que é preciso é som audível em toda a sala e uma superfície onde as pessoas possam escrever. Um ecrã com colunas resolve o primeiro problema; mesas encostadas resolvem o segundo.

Fontes

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